Famílias aguardam liberação dos corpos das vítimas após uma semana do massacre em AM

Polícia
Por G1

Um total de 37 corpos já foram sepultados; outros três foram transladados. Massacre no primeiro dia do ano resultou em mais de 50 mortes.
Imagem mostra cemitério onde presos estão sendo enterrados (Foto: Orlando Júnior/Rede Amazonica)
Uma semana após a morte de 56 presos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e quatro detentos no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), famílias ainda aguardam a liberação de corpos. De acordo com o governo do Amazonas, um total de 37 corpos já foram sepultados. Das 60 vítimas das matanças nos dois presídios, 58 já foram identificadas.
Além desses 37 corpos, outros três foram transladados para outros estados, sendo um para Roraima, outro para Rondônia e o terceiro para Autazes, município do Amazonas a 108 km de distância de Manaus.
Em nota, o governo afirma que tem concedido apoio psicossocial às famílias dos detentos. Para isso, foi montada uma base no Instituto Médico Legal (IML), no bairro Cidade Nova II, zona Norte de Manaus, onde estão sendo realizados os trabalhos de identificação e liberação dos corpos.
Segundo a Rede Amazônica, as famílias responsáveis pelos dois corpos não identificados ainda não foram ao IML.
Sepultamentos ocorrem no cemitério Parque Tarumã (Foto: Isis Capistrano/G1 AM)Com o número atípico de mortes em tão pouco tempo, o trabalho no cemitério Parque Tarumã, na Zona Oeste da capital, foi intensificado, com coveiros de prontidão para o sepultamento das vítimas.
Entenda o caso
O primeiro tumulto nas unidades prisionais do estado ocorreu no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), localizado no km 8 da BR-174 (Manaus-Boa Vista). Um total de 72 presos fugiu da unidade prisional na manhã de domingo (1º).
Horas mais tarde, por volta de 14h, detentos do Compaj iniciaram uma rebelião violenta na unidade, que resultou na morte de 56 presos. O massacre foi liderado por internos da facção Família do Norte (FDN).
A rebelião no Compaj durou aproximadamente 17h e acabou na manhã desta segunda-feira (2). Após o fim do tumulto na unidade, o Ipat e o Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM) também registraram distúrbios.
No Instituto, internos fizeram um "batidão de grade", enquanto no CDPM os internos alojados em um dos pavilhões tentaram fugir, mas foram impedidos pela Polícia Militar, que reforçou a segurança na unidade.
No fim da tarde, quatro presos da Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), na Zona Leste de Manaus, foram mortos dentro do presídio. Segundo a SSP, não se tratou de uma rebelião, mas sim de uma ação direcionada a um grupo de presos.
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