Febre amarela está em zona rural, e você pode estar protegido; saiba mais

Saúde
Por uol
Vacina contra febre amarela é aplicada em cidades com casos prováveis em Minas GeraisA febre amarela é uma doença grave e que acarreta chances altas de morte. Transmitida pela picada de três mosquitos diferentes, está presente em um vasto território do Brasil, principalmente na Amazônia e em áreas rurais do Sudeste e Centro-Oeste, onde pode reaparecer ano a ano em surtos cíclicos. 

No entanto, é uma doença controlada por uma vacina elaborada com o vírus vivo atenuado (chamado cepa 17DD) e que garante eficácia de cerca de 95%. 
Cerca de 25 municípios de Minas Gerais vêm enfrentando o último surto de febre amarela silvestre desde o início do ano. As notícias sobre o aumento do número de casos causaram uma corrida de moradores de áreas urbanas, como Belo Horizonte, aos postos de vacinação. Especialistas consultados pelo UOL, contudo, afirmam que não há motivo para alarde.

Em cidades, a febre amarela é transmitida pelo famigerado Aedes aegypti, o "mosquito da dengue, zika e chikungunya". Mas ele não transmite a febre amarela tão bem como transmite as outras doenças.

Além disso, o Brasil produz a vacina, desenvolvida pelo laboratório Bio-Manguinhos da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), desde 1937. Ela está presente no calendário nacional de vacinação onde a doença é endêmica e é recomendada para quem viaja para áreas de risco.

Se você tomou a vacina alguma vez, nem que tenha sido há 20 anos, quando fez aquela viagem ao Pará, pode já estar protegido.
O blog tirou dúvidas sobre a febre amarela e a vacinação contra a doença com especialistas.

Por que apareceu em áreas rurais?

Existem três mosquitos que transmitem a febre amarela: o Haemagogus, o Sabethes e o Aedes aegypti. Os dois primeiros vivem em matas e áreas rurais. São eles que estão transmitindo a doença no surto atual em regiões de Minas Gerais. A febre amarela existente nesses ambientes é chamada de silvestre.

No Brasil, a febre amarela silvestre é endêmica em toda região Norte e Centro-Oeste e em partes das regiões Sudeste, Sul e Nordeste. O vírus da doença está presente em macacos e passa para as pessoas pela picada do mosquito. "Fora das cidades existem as condições ideias para manter o ciclo da doença, que é a presença dos mosquitos e do macaco", diz Helena Brigido, epidemiologista da Sociedade Brasileira de Infectologia.

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