A operação alimenta Ratos distribuiu para o PCdoB liderado por Flavio Dino, mais de 20 milhões de reais conforme delatores da Lava jato

Política
Muitos são os políticos que se vestem de moralidade, que jogam culpa nos seus adversários, que a culpa de sua gestão desastrosa, é sempre do gestor anterior, e que na sua essência, o seu governo será de mudanças, mas, na realidade, é mais um faminto da corrupção que busca poder e dinheiro.
      Uma boa quantia distribuída para alimentar a corrupção partidária a famigerada compra de lideranças, São no total, R$ 20 milhões em propina, apenas da JBS, destinado ao PCdoB, dinheiro suficiente para bancar candidatos em todo o país. E ainda há outras empresas na lista de delações, como a OAS, UTC e Andrade Gutierrez.

O mal é generalizado, e não existe político que não esteja atolado no esquema de corrupção, À medida que vão surgindo em Brasília as delações das várias empresas que passaram a se beneficiar as propinas de empresas, em troca de financiamento de partidos e políticos, cada vez mais fica evidente como o PCdoB, partido do governador Flávio Dino, se apoderou de dinheiro público e de propinas para bancar suas campanhas.
Vale refrescar a memória que, em dezembro de 2013, em um congresso do partido, em São Paulo, os comunistas definiram que a eleição de Flávio Dino ao governo do Maranhão seria a prioridade em 2014. Este ato foi registrado no site “Vermelho”, controlado pelo próprio PCdoB.
Pois bem, segundo o delator da Odebrecht Alexandrino Alencar revelou, no início de março, em depoimento ao ministro Hermman Benjamin – relator do processo de cassação que o PCdoB foi agraciado com propina de R$ 7 milhões em troca do apoio a partidos aliados.
A coisa escandalizou, e agora, o diretor da JBS Ricardo Saud – cujas delações abalaram as estruturas de Brasília – revela ao Ministério Público que a empresa entregou R$ 13 milhões clandestinos ao mesmo PCdoB, com o mesmo objetivo de bancar as campanhas de seus candidatos em troca do apoio a para eleição ao governo do estado.
São, no total, R$ 20 milhões em propina ao PCdoB, dinheiro suficiente para bancar candidatos em todo o país. E ainda há outras empresas na lista de delações, como a OAS e a Andrade Gutierrez.
No pacote

O deputado federal Rubens Pereira Júnior (PCdoB) justifica a legalidade da doação da JBS à sua campanha com a ausência de ações diretas dele próprio em favor da empresa. Finge ignorar, no entanto, que ao delator Joesley Batista interessava as ações conjuntas dos partidos financiados, não necessariamente uma ação isolada de um parlamentar. E é preciso repetir que a prioridade do PCdoB em 2014 era a eleição de Flávio Dino ao governo maranhense.
Regra familiar

Rubens Pereira Júnior é de uma estirpe de políticos que marcaram história no Maranhão, com eleições meteóricas e problemas com a Justiça. Seu pai, o ex-deputado Rubens Pereira, hoje diretor na Assembleia, está impedido de disputar eleições, desde 2006, por problemas envolvendo sua passagem pela Prefeitura de Matões. Sua mãe, Suely Pereira, também tornou-se inelegível após dois mandatos na mesma prefeitura de Matões um histórico secular da família.Homem forte

Mas, o esquema envolve muitas figuras uma destas figuras proeminente do PCdoB salta aos olhos nas delações da Operação Lava Jato como interlocutor das empresas financiadoras de candidaturas. Tanto a Odebrecht quanto a JBS apontam o ex-ministro do Esporte Orlando Silva como o responsável pelo recebimento das propinas pagas ao partido. Silva é tão próximo do governador Flávio Dino que indicou o adjunto do seu principal auxiliar, o jornalista Márcio Jerry.

Mexendo as peças

A notícia de que o PSDB, o PMDB, o PTN (agora “Podemos”) e o PMN poderiam se unir nas eleições de 2018 incomodou todos os interessados na disputa. Desde o grupo do governador Flávio Dino, passando pelo senador Roberto Rocha (PSB), e mesmo entre algumas lideranças dos próprios partidos envolvidos. A repercussão só mostrou o quanto a perspectiva de unidade entre a oposição pode, de fato, gerar mudanças no cenário eleitoral do Maranhão.

Vaga na chapa

A informação é contada por membros do próprio governo Flávio Dino: o senador Roberto Rocha teria feito uma proposta ao comunista, no início de março. A ideia era abrir mão da candidatura ao governo, desde que Dino aceitasse ter o filho do senador, o ex-vereador Roberto Júnior, como candidato a vice-governador. A suposta conversa tem sido tratada com ironia pelos dinistas, mas reforça a tese de que Rocha não teria a convicção necessária para entrar na disputa de 2018.

Aposta

O subprocurador-geral Nicolau Dino tem um motivo político para se inscrever na disputa pelo comando do Ministério Público Federal. Mesmo sabendo que o atual presidente Michel Temer veta o seu nome, ele aposta na queda do peemedebista para se viabilizar como substituto do atual procurador Rodrigo Janot. Para o grupo de Dino, com a queda de Temer, um outro presidente eleito no Congresso Nacional teria menos empecilhos ao nome preferido de Janot.

Projeto pessoal

O PT espera uma definição do deputado federal Waldir Maranhão (PP) para iniciar tratativas com o governo sobre a presença da legenda na chapa de 2018. Mas há no partido quem entenda não ser vantagem para o partido receber um nome de fora apenas para compor uma chapa já definida. Para esses petistas, a legenda não seria a beneficiária das vagas, mas apenas um canal para favorecer o projeto do próprio Maranhão.

E MAIS

·    Beneficiário de doações da JBS – assim como o próprio PCdoB – o deputado Rubens Júnior se vê como futuro sucessor do governador Flávio Dino.
·   Deputado federal Weverton Rocha diz que a doação do seu partido à sua campanha foi devidamente registrada na Justiça Eleitoral.
·   Ainda é um mistério a relação do governador Flávio Dino com o advogado Willer Tomaz, preso na operação que desbaratou a quadrilha financiada pela JBS.

Com informações de Estado Maior.

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