Preso Suspeito de atropelar multidão e matar manifestante em marcha antirracismo nos EUA

Manifestação
      Um homem atropelou várias pessoas neste sábado (12) em uma marcha de manifestantes antirracismo em Charlottesville, na Virgínia. A cidade está sendo palco de conflitos entre esses ativistas e manifestantes nacionalistas brancos, Neonazistas e membros da Ku klux Klans que se reuniram desde a noite de sexta-feira (11) para protestar contra negros, gays, imigrantes e judeus. 

Segundo o vice-prefeito de Charlottesville, Wes Bellamy, em entrevista à CNN, uma pessoa morreu no atropelamento. Outras 19 pessoas ficaram feridas. O motorista foi preso, de acordo com a polícia local, sem confirmar a identidade do suspeito.

Vídeos de testemunhas mostram o momento em que o carro avança sobre manifestantes que marchavam contra os supremacistas brancos. Ele para ao se colidir com outro carro, e o motorista imediatamente dá marcha a ré.

O incidente ocorreu pouco depois de o governador da Virgínia, Terry McAuliffe, ter declarado estado de emergência na cidade e de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter condenado "tudo o que representa o ódio", sem citar especificamente o ato dos supremacistas brancos.

"Unir a Direita" 
A polêmica marcha "Unite the Right" (Unir a Direita) foi organizada como protesto pela retirada de uma estátua em homenagem ao general confederado Robert E. Lee, que liderou as forças sulistas, pró-escravidão, durante a Guerra Civil dos EUA no seculo 19. Nele os nacionalistas gritaram, palavras de ordem contra o s negros, imigrantes, homossexuais, e judeus carregam tochas, fazendo gestos nazistas.

Antes do atropelamento, os confrontos entre os manifestantes neste sábado aconteceram no Emancipation Park, local onde está a estátua do general Lee, pouco antes do meio-dia, quando estava marcado o evento, que prometia reunir mais de mil manifestantes incluindo líderes dos grupos associados à extrema-direita do país. Quinze pessoas ficaram feridas neste confronto.

"Vocês não nos apagarão", cantou uma multidão de nacionalistas brancos, enquanto os manifestantes contrários levavam cartazes que diziam: "Nazi vai para casa" e "Destrua a supremacia branca".

A polícia precisou intervir e usar gás de pimenta para dispersar os dois grupos. Depois que a multidão foi dispersada, dezenas de agentes da lei vestidos com equipamentos de proteção foram vistos patrulhando as ruas, com pequenos grupos de manifestantes reunidos em bolsões nas ruas circundantes.

Segundo o presidente da Câmara de Vereadores da cidade, Mike Signer, a manifestação é racista, "uma parada covarde de ódio, preconceito, racismo e intolerância"




Fonte UOL

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