Reitor de universidade federal se suicida e credita gesto a uma operação que o levou para cadeia

Suicídio

      As tragédias da vida, muitas vezes são marcados por detalhes que a própria situação da vida prega nas pessoas, e partindo deste princípio, é que Luís Carlos Cancellier de Olivo, reitor afastado da Universidade Federal de Santa Catarina, se jogou hoje de um prédio de um shopping em Florianópolis. Ele deixou no bolso da calça um manuscrito em que diz “minha morte foi decretada no dia do meu afastamento da universidade”. Várias entidades prestaram solidariedade ao professor de Direito.


Preso por uma operação da Polícia Federal, sob suposto envolvimento no desvio de R$ 80 milhões  para serem aplicados em Educação a Distância), ele alegou que sua prisão foi humilhante e um vexame, com base em depoimentos que não permitiram o contraditório e a ampla defesa.
Liberado, o reitor, que havia sido eleito em 2016 para o cargo, sofreu medidas restritivas, como a de não entrar na universidade, que era a vida dele. Cancellier, como era mais conhecido, morava ao lado do local de trabalho.
Desde então, passou a ser acompanhado por um psiquiatra e ganhou o direito de circular nas dependências da universidade pelo período de três horas por dia.
Os advogados do reitor, segundo o jornal a Folha de São Paulo, lamentaram a morte e disseram que “a injustiça sobre os ombros de uma pessoa inocente é um fardo por demais pesado e muito difícil de ser suportado”.
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