Advogado que se dizia ter influencias em decisões judiciais em Brasília e e força no TJ Maranhão está preso

Justiça
Muitos são os casos de políticos que fazem pontes com advogados que se dizem corretores de juízes, desembargadores, e ministros, é que usando de dinheiro público, buscam comprarem sentenças para fugirem de suas falcatruas. 
FÁBIO FABRINI
DE BRASÍLIA

Imagem Ilustrativa

      São muitos os casos de tentativas de compras e negociatas de decisões no judiciário, e diante deste disposto, alguns advogados no Maranhão se gabam de força junto a juízes e desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão. Muitos são até parentes de magistrados. Em Brasília, o cerco começa a se fechar para advogados que prometem influenciar decisões dos tribunais em troca de compra e venda de sentenças. Hoje, um deles foi preso pela Polícia Federal. Confira detalhes na postagem da Folha de São Paulo:


A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (10) uma operação em Brasília para prender um advogado que, em troca de dinheiro, prometia influenciar decisões no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e no STF (Supremo Tribunal Federal).

O advogado foi preso e será indiciado pelo crime de exploração de prestígio, que prevê pena de reclusão de 1 a 5 anos. O nome dele é Antônio Amauri Malaquias de Pinho. Ele já é réu numa ação penal por prática de crimes semelhantes, acusado de “vender” ministros do Tribunal Superior Eleitoral. Por isso, foi decretada prisão preventiva, por prazo indeterminado.

A investigação foi instaurada a partir de uma notícia-crime do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), órgão de controle do Poder Judiciário.

Segundo a PF, o advogado teria cobrado R$ 2 milhões de um prefeito afastado do cargo. Parte dos valores seria usada, segundo ele, para o pagamento de assessores de ministros de tribunais superiores, para viabilizar uma decisão que proporcionaria um “rápido retorno” do político às suas funções.

A PF informou, contudo, que não há, por ora, “qualquer indício” de participação de servidores públicos nos fatos investigados.

O nome da operação é “Mercador de Fumaça”, em razão de os crimes de tráfico de influência e exploração de prestígio serem conhecidos na prática forense como “venda de fumaça”.

Folha não conseguiu localizar representantes do investigado. A OAB-DF (Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal) informou que o caso será comunicado ao Tribunal de Ética e Disciplina para eventuais providências.

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