Estado em atraso: Renda per capita no Maranhão não passa de R$ 10 reais, aponta IBGE

IBGE
Por G1 MA
O estado do Maranhão está vivendo um retrocesso, com a renda per-capita dos últimos anos resultado apontado pelo IBGE.  Dados da Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, apontam que cinco entre dez pessoas estão abaixo da linha da pobreza.
Estudo aponta que renda per capita no Maranhão não passa de R$ 10 reais
Estudo aponta que renda per capita no Maranhão não passa de R$ 10 reais
      De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Maranhão aparece como o pior estado com indicadores socioeconômicos de todo o Brasil, segundo a Síntese de Indicadores Sociais de 2017 divulgado esta semana. No estado, cinco entre dez pessoas estão abaixo da linha da pobreza.
Os indicadores mostram que no estado está a maior proporção de pessoas com rendimento domiciliar per capita baixa, ou seja, por pessoa. A renda da maioria dos maranhenses não passa de R$ 10 reais por dia, o que corresponde a 52% da população. Ainda segundo o IBGE, de cada três jovens entre 16 e 29 anos, um deles não estuda nem trabalha. O número representa 549 mil maranhenses na ociosidade. Do total de jovens que não estuda e nem trabalha e não está à procura de emprego chega a 403 mil pessoas.
“A juventude maranhense e a brasileira como um todo ela merece um destino melhor. E o destino passa necessariamente por um estado de bem estar social e que esteja envolvido educação, moradia e trabalho. Cerca de 30% dessa população de 16 a 29 anos em São Luís, por exemplo, está desempregada, uma taxa altíssima e o dobro da média nacional. Eu acho que a grande colaboração que o IBGE traz para a sociedade brasileira é mostrar esses números e mesmo que eles não sejam positivos, mas eles servem como sinal de que alguma coisa precisa ser feita”, explicou José Reinaldo Barros, analista do IBGE.
Segundo especialistas, a falta de esperança dos jovens por conta cenário político no país e de políticas públicas para a inclusão na educação superior e do mercado de trabalho dessa parcela da população colaboram com a negatividade dos números.
“Em relação ao jovem é preciso criar mais políticas de educação. As escolas estão sendo melhoradas, mas é preciso aparelhar esses locais com recursos que possam animar, estimular o jovem a permanecer nas escolas. Então eu vejo que há saídas e há canais, mas é preciso de fato construir equipes que possam de fato construir essa perspectiva”, Maria Meiry Ferreira, doutora em sociologia.
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