Eleições 2018: A nova contundente entrevista de José Reinaldo Tavares e a marca da decepção com o comunista

Eleições 2018
Por Jorge Aragão
As manobras politica, faz pessoas tomarem rumos diferentes, e aqueles que ajudam, nem sempre são os lembrados.
      O deputado federal e pré-candidato ao Senado, José Reinaldo Tavares, concedeu mais uma entrevista esclarecedora sobre o seu rompimento com o governador Flávio Dino.
A contundente entrevista foi concedida ao jornalista Benedito Buzar e publicada na coluna Roda Viva, de O Estado, na edição deste fim de semana.
O ex-governador acredita que Flávio Dino não conseguirá eleger nenhum senador da sua chapa, afirma que perdeu a confiança no governador, fala da ajuda que deu para a eleição de Dino em 2006 e voltou a detalhar os motivos de sua saída do grupo comandado pelo comunista. Veja abaixo alguns trechos importantes da entrevista.
Rompimento – “Eu fiz parte de um projeto político que começou em 2006 e Flávio Dino veio, na ocasião, me pedir que o ajudasse a ser deputado federal. Eu achei que seria bom para a política trazer quadros novos com um perfil como o dele, e o ajudei. E ele acabou eleito governador. E eu procurei sempre ajudá-lo, com a experiência adquirida no exercício do governo por cinco anos aproximadamente. Mas, a política nada mais é que uma extraordinária arte de relacionamento humano, de muita conversa e muito diálogo visando o entendimento e até um compromisso e não encontrei isso no governo de Flávio Dino, e as conversas foram escasseando, até chegarmos a completa falta de diálogo pessoal, sem o qual não há entendimento. E tudo piorou nos últimos seis meses em que me senti várias vezes desrespeitado, até chegarmos a um ponto que levou ao rompimento político. Eu só tenho um bem que me sustenta na política: é a minha palavra. Hoje não tenho a menor possibilidade de voltar a apoiá-lo de novo. Perdi a confiança no governador.
Promessa – “Ainda no primeiro ano de governo, o governador nos convidou, com mais alguns políticos, para uma espécie de conselho político e nos ofereceu um almoço. Essa foi a primeira e última reunião desse chamado conselho. E eu, no encerramento do almoço, falei a ele do meu desejo, tantas vezes adiado, de ser candidato ao senado. Ele disse: ‘claro, ninguém merece mais que você’. E eu repetindo o próprio Flávio na conversa que teve comigo onde pediu minha ajuda para ser político, disse que para isso contava com o apoio dele a minha candidatura e ele foi muito gentil e garantiu apoio total a mim. Nessa ocasião e durante os primeiros anos do governo acreditei sim. Mas, de um ano para cá, as coisas mudaram, principalmente, nos últimos seis meses, por isso, deixei de acreditar”.
Sem Volta – “De maneira nenhuma. Não existe mais relação de confiança entre nós que permitisse isso”.
Eduardo Braide – “Não voltarei ao Grupo Sarney. Nessas eleições vou apoiar Eduardo Braide, para governador. Acredito muito nele, um jovem e promissor talento que desponta na política do Maranhão, com muito futuro”
Terceira Via- “Acredito na terceira via, pois temos Braide, Roberto, Maura, Ricardo, entre outros, uma realidade muito importante na política do Maranhão”
E assim fica cada vez mais claro que quem conhece de verdade Flávio Dino, não fica e nem vota no comunista.

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