Copa do Mundo: FIFA se recusa a fornecer áudio e vídeo de Brasil x Suíça para a CBF

Esporte/Futebol
      O polémico lance da falta sobre o zagueiro Miranda, foi de uma repercussão tamanha, e por isso o cometê da CBF, pediu explicações, e áudio das conversas entre os árbitros envolvidos, mas, a FIFA não vai fornecer à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) o áudio das conversas entre os árbitros nem as imagens do jogo entre Brasil e Suíça. Nesta quarta-feira (20/6), a entidade respondeu à queixa da CBF no que se refere à utilização do VAR. Mas indicou que não irá revelar o conteúdo do texto.

A queixa brasileira abriu uma caixa de Pandora dentro da entidade máxima do futebol, que esperava se manter em total silêncio sobre a tecnologia até o final da primeira fase da Copa do Mundo.

Oficialmente a comissão de arbitragem se apressou em garantir que o juiz da partida não errou no lance envolvendo o gol de empate da Suíça e que o sistema funciona. “Deve ser notado que a Fifa está extremamente satisfeita com o nível de arbitragem e a implementação com êxito do sistema VAR, que no geral foi positivamente aceita e apreciada dentro da comunidade do futebol”, declarou a Fifa em comunicado na terça (19).“Reconhece-se que ainda haverá discussão e opiniões divididas sobre certas decisões”, completou a Fifa, que prometeu uma coletiva de imprensa ao final da fase de grupos para avaliar a situação.

Mas quem escancarou o problema foi Marco Van Basten, ex-jogador e hoje diretor técnico da Fifa. Para ele, houve um “erro” na arbitragem. “Tive várias discussões com pessoas dentro da Fifa sobre esse assunto nos últimos dias”, explicou. “Acho que precisamos aprender com esse caso”, defendeu. Segundo ele, os brasileiros agiram de forma correta ao se queixar em uma carta enviada para a Fifa.

Para Van Basten, isso não vai mudar o resultado do jogo. Mas pode ajudar a Fifa a avaliar seu próprio processo. “Não acho que o juiz deveria ter dado aquele gol”, defendeu. “Essa é minha opinião pessoal”, ponderou.

As declarações de Van Basten foram feitas ao Estado no lobby do hotel Radisson, usado pela Fifa como sua sede em Moscou durante a Copa do Mundo. Dentro da estrutura da Fifa, o ex-jogador está abaixo da secretária-geral da Fifa, Fatma Samoura, e de seu adjunto, Zvonimir Boban.

Ele foi escolhido para fazer parte do Grupo de Estudos Técnicos da Fifa e que vai avaliar a Copa do Mundo de 2018, no aspecto técnico e tático. A equipe ainda conta com Carlos Alberto Parreira, Emmanuel Amunike, Bora Milutinovic, Alessandro Nesta e Andy Roxburgh.

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